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segunda-feira, 4 de abril de 2011

A luz ao fundo do túnel...

..chegou! Pimba pa cabeça!



Antes da análise do jogo, uma palavra aos vencedores e aos benfiquistas.

Vencedores : Obrigado! Obrigado por me proporcionarem imagens de festa no estádio do nosso maior adversário. Obrigado por terem ganho mais um título e serem o clube com mais títulos desde século. Obrigado por terem comprado o Moutinho ao sportém.

benfiquistas : " vai buscaree!". Acho que o ano passado o Porto tinha feito o mesmo... mas nao é justificação... Apagar as luzes e ligar o sistema de rega... não se faz... é falta de respeito por todos, adeptos, profissionais da bola, profissionais da reportagem e os demais... E se alguém se magoava seus cabeçudos????

Enfim, agora o jogo.

O jogo entrou com as equipas cheias de vontade...

O Porto entrou com os jogadores em melhor forma e o benfica entrou num misto de quero ganhar e não quero lixar mais os jogadores. Dizem que Carlos Martins é baixa, mas para mim Aimar é muito melhor e o Jesus percebeu e bem que o Porto não lida bem com 2 avançados muito móveis (viu-se com o CSKA) e apostou em Jara e Saviola. A principal baixa seria portanto o Maxi que está em boa forma e o Jesus resolveu inventar... em vez o Luís Filipe meteu o Airton (erro tremendo).

O jogo do Porto começa descaído para o lado direito do ataque com Hulk a tentar assumir o jogo. E é desse lado que surge inesperadamente o golo do Porto. Hulk perde a bola numa tentativa de habilidade, mas vai à luta e ganha um ressalto a Javi Garcia, a bola fica redondinha para Guarín que ultrapassa Luisão e efectua um cruzamento/remate que Roberto tenta defender de forma ridícula... a bola vai com muita força e entra na baliza. 0-1 aos 8minutos, parecia-me cedo... ainda com os fantasmas defensivos de Jesualdo, julguei que o Porto se fosse fechar em copas e tentasse segurar o 0-1. Nada disso!

O golo foi muito festejado e o Benfica aproveitou uma certa desconcentração da defesa do Porto, para tentar chegar lá à frente. E através de Jara, o mais inconformado até ao momento, consegue enganar o árbitro e ganha um penalti a Otamendi que foi um anjinho... quem joga ou jogou à bola sabe que o avançado do benfica é que ganha o penalti... mas pronto... deixa lá. 15minutos penalti para o benfica, Saviola marca, irrepreensível. Amarelo a Otamendi.

O jogo acalma, mas com o Porto no controlo... Guarín deu muita dinâmica e foi bom ver o Porto pressionar com 5 jogadores os defesas do benfica. E foi dos pés de um colombiano que surgiu o passe para outro, o Falcao... e o Falcao aqui tentou expulsar o Roberto... Ele devia ter feito golo, escolheu deixar o Roberto mandá-lo ao chão... Penalti claro. 25minutos, Hulk marca o penalti e fecha o resultado.

O benfica ficou um bocadinho irritado e achou que era melhor começar a jogar à bola... Gaitan, Aimar e Saviola tentaram... Helton não deixou... mas o Jara que estava irritado, achou que podia mandar um chuto nas mãos do brasileiro... tá mal! e depois feito virgem Maria, ainda se atira para o chão para tentar expulsar o Fucile... O árbitro foi só em meia cantiga e deu amarelo ao portista.

A fechar a primeira parte, o Guarín (que ganas de marcar) colocou à prova o Roberto, que respondeu muito bem a um remate potente e de longe.

A segunda parte começa como acabou a primeira, oportunidade de golo para o Porto.
Recuperação de bola do gigante Moutinho, passe para Falcao que remata frouxo... ainda assim boa defesa a remate cruzado.

Carrega benfas... 2 minutos, duas oportunidades de golo. Saviola, espertinho, entre o central e o defesa esquerdo recebe a bola e dispara para bola defesa de Helton. Na sequência do canto, Javi (gosta de agredir) Garcia falha o golo de cabeça. Nem 5minutos e o Porto tem nova oportunidade... Ao tentar despachar a bola, Sidnei chuta contra Falcao. O 9 do Porto isolado falha... incrível... diferença entre um bom jogador e um grande jogador, os grandes não falhavam aquilo.

10min e 4 ocasiões de golo bom jogo!

O jogo começou a endurecer... e quem acaba por ser expulso é Otamendi... o Cardozo manda a bola para a frente, mete a tromba no chão e começa a correr... o Otamendi não sai para a donzela passar e pumba, Duarte Gomes acha que é uma falta tão grave como derrubar um adversário na grande área, entrar a pés juntos... tá bem. segundo amarelo, expulsão.
Entra Maicon e Belluschi sai Falcao e Varela. aos 74.

Aos 76 oportunidade para o benfica... cruzamento largo, Sidnei ganha (parece-me que em falta) a bola no ar e sobra para Cardozo que com 1,90 nao sabe cabecear (mas é o melhor do mundo no resto) e atrasa para Helton.

Aos 90+1 e numa imagem de marca deste benfica, nunca desiste... quase marcam... primeiro Helton, depois o Sidnei e o poste... quiseram que o Porto festejasse na Luz.

Podíamos estar aqui a falar das agressões do Cardozo,Javi,Coentrão,Peixoto.Assim falamos só das bolas de golfe, garrafas, isqueiros, petardos que atiraram na direcção dos jogadores do Porto (mas só acontece no Norte)... Ou então de terem apagado a luz e da rega durante a noite da relva em claro sinal de respeito pelo ambiente. É isto ser grande? Prefiro continuar a ser do Porto então.



sexta-feira, 11 de março de 2011

Assim vai nosso futebol

O Benfica perdeu por 2-1 no jogo frente ao Braga e ficou a 11 pontos do primeiro classificado. O resultado não decidiu nada porque o campeão já está encontrado há muito. Já vejo futebol há muitos anos e não me lembro do Porto ter perdido tantos pontos para o 2º classificado.

Na semana que antecedeu o jogo também aconteceram coisas bastante curiosas. Carlos Xistra, que teve nota negativa no jogo Nacional x Sporting, foi estranhamente nomeado para este jogo, sabendo de antemão que estava impedido de arbitrar. Segundo Vítor Pereira, as outras opções tinham recusado a nomeação, por várias razões. Esta tese foi prontamente desmentida por Luís Guilherme, presidente da APAF. Enfim, “tuguices”.

Falando do jogo.

O Benfica entrou em campo com algumas mexidas no 11, principalmente nas alas, onde Gaitán e Sálvio foram substituídos por Jara e Felipe Menezes, respectivamente. Estas mexidas já eram exigidas há muito tempo, visto que já fizemos bastantes jogos em 2011 e a equipa titular pouco ou nada têm alterado. O jogo começou de forma equilibrada, com o Braga a ter um pouco mais de posse de bola, mas o Benfica, que controlava a partida, a partir para ataques rápidos e por vezes com remates perigosos para a baliza do Braga. Foi num desses ataques que Xistra começou o seu rol de erros. Jara recebeu um passe de Carlos Martins e em posição legal finta o GR e atira para a baliza. Embora estivesse em jogo, admito que não era muito fácil de decidir, mas já se sabe que em caso de dúvida, prejudica-se o Benfica… Pouco tempo depois deste lance, Luisão comete uma falta completamente banal, no meio campo e sem perigo aparente para a baliza de Roberto. Xistra não teve dúvidas e amarelou o jogador do Benfica. Previa-se um jogo que ao mínimo contacto, chovessem amarelos. Puro engano. Praticamente na jogada seguinte, Kaká faz uma falta semelhante, em cima da linha da grande área (!) e inexplicavelmente não levou amarelo. Critérios bastante duvidosos, ou então não. Na sequência do livre, o Benfica faz o 0-1, dando alguma justiça ao marcador já que era a única equipa que chegava com perigo à baliza. Quando os jogadores do Benfica festejavam o golo, começou o festival das bolas de golfe. Cardozo foi atingido com uma bola no joelho. O Benfica tem que começar a tomar medidas concretas em relação a estes casos. Aconteceu no Dragão, Alvalade (muito menos que nos outros) e agora Braga. Se for necessário sair do campo, então que assim aconteça. Com coacção física, a probabilidade de perder aumenta e ao menos mostrava-se a pouca vergonha que se passa em determinados campos sempre que o Benfica visita-os, caso fosse tomada essa extrema medida. Também não se percebe a maneira como os adeptos do Benfica são tratados em Braga. Há uns 2 ou 3 anos atrás que isto acontece, sendo agudizado no ano passado. Segundo os comentadores da Sport Tv, houve benfiquistas que foram agredidos só porque festejaram o golo da sua equipa. Estamos a jogar no Iraque?

A partir do golo de Saviola, o Braga começou a aparecer com mais frequência perto da baliza de Roberto, tendo até uma grande oportunidade para empatar, através de Lima. Um centro na direita de Ukra, a defesa do Benfica ficou aos papéis e a bola sobrou para Lima que embora tenha acertado mal na bola, proporcionou uma enorme defesa a Roberto. Aos 41’ chega o lance que definiu o jogo. Javi Garcia que estava a correr para evitar que a bola saísse da linha lateral, sofre um encontrão do Alan e o jogador do Benfica no momento do desequilíbrio dá uma palmada (não dá para ver se foi de mão aberta ou fechada) no peito de Alan. Carlos Xistra deixou seguir o jogo, mas o bacno do Braga prontamente levantou-se e o assistente acabou por levantar a bandeira. Javi Garcia seria expulso. O jogador espanhol já devia saber o que a casa gasta. Embora o jogador do Braga se tenha queixado do pescoço quando levou uma sapatada no peito, é inegável que Javi Garcia tentou responder ao encontrão do brasileiro. Era perfeitamente evitável. Na sequência do lance, o árbitro acaba por marcar falta a favor do Braga quando deveria ser ao contrário e ironia do destino, acaba por dar o empate na partida. Roberto que até aí estava muito bem, ficou mal na fotografia. As saídas dos postes são o calcanhar de Aquiles do GR do Benfica. O jogo acabava de mudar completamente.

Como era de esperar, a 2ª parte trouxe um Braga mais perigoso, já que jogava com mais um elemento e até dispôs de uma ou duas boas situações para marcar o 2-1.

Com Kaká e Hugo Viana amarelados, Carlos Xistra voltou a ter critérios bastante largos para os jogadores do Braga. Lembro-me de um corte com a mão do defesa bracarense, a impedir um contra-ataque do Benfica e uma entrada por trás de HV sobre Carlos Martins. Em mais uma falta escandalosa por marcar sobre Airton, o Braga chega ao 2-1 num grande golo de Mossoró. Uma falta a favor do Benfica transformada em lançamento para o Braga, a bola chega ao brasileiro e este com um grande remate bate Roberto pela 2ª vez. Viu-se nos festejos que o homem estava com uma raiva do tamanho do mundo contra o Benfica. Para a próxima que não tente agredir o adversário de maneira cobarde, como fez no túnel de Braga, no ano passado. Em relação à lesão que sofreu, só demonstra ser uma pessoa de baixo nível quando culpa o Benfica num lance em que teve um azar do tamanho do mundo. Pessoas influenciáveis são assim…

Ninguém gosta de perder, mas este jogo pode ter dado razões a Jorge Jesus para fazer as necessárias mexidas no 11 inicial, já que alguns jogadores do Benfica estão presos por arames. Veremos no fim da época, se a rotação no campeonato trouxe benefícios em termos de títulos.

Carlos Xistra fez uma arbitragem do pior que já vi e prejudicando sempre o Benfica. Um golo mal anulado, 1º golo do Braga surge de um livre erradamente marcado a favor do mesmo, Kaká e Hugo Viana inexplicavelmente acabaram o jogo e 2º golo precedido de falta sobre Airton. Assim é impossível ganhar a quem quer que seja.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Gigantes



O Benfica venceu o Porto, no Estádio do Dragão, por 2-0 e deu um passo de gigante para o apuramento para a final da Taça de Portugal.

Jorge Jesus apenas procedeu a uma alteração no habitual 11, ao trocar Aimar por César Peixoto. Ao contrário do que a maior parte das pessoas imaginavam, esta alteração foi decisiva para o desenrolar do jogo. Ao colocar Peixoto mais ao lado de Javi Garcia, deixando Saviola a fazer de Aimar, o Benfica ganhou praticamente todos os duelos a meio campo, sendo este o ponto forte do Porto.

O jogo começou bem disputado, com o Benfica a conseguir trocar bem a bola e assim a colocar o Porto bem longe da sua área. Qualquer golo dos rivais no início de jogo podia trazer fantasmas do jogo de Novembro e com isso novo descalabro benfiquista. A premiar o bom início de jogo, o Benfica marcou o primeiro golo logo aos 6’. Fábio Coentrão aproveitou bem o desentendimento entre Maicon e Helton e no último momento conseguiu desviar a bola do guarda-redes do Porto. Esperava-se uma reacção pronta por parte do Porto, mas este golo deu ainda mais confiança ao Benfica e conseguiu intranquilizar o adversário. A disposição táctica com que o Porto começou a partida também favoreceu claramente o Benfica e com Falcao lesionado e Walter na bancada, Hulk fez de ponta-de-lança. O jogador brasileiro gosta mais de jogar noutros espaços e sempre que pôde, apareceu colado às faixas, não havendo uma referência no ataque portista.

O jogo continuava bem disputado, com o Porto a ter mais bola, mas sem nunca incomodar verdadeiramente a defesa do Benfica. César Peixoto dava o equilíbrio no meio campo, fazendo com que Belluschi e João Moutinho estivessem algo desaparecidos do jogo. Pouco depois de James falhar um golo, após boa jogada de Varela, o Benfica chega ao 2º golo. A jogada começa pelo lado esquerdo, com uma boa desmarcação de Coentrão, mas este deixa-se antecipar por Fernando que não alivia a bola correctamente. Javi Garcia não se fez rogado e com um bom remate de fora de área, faz o 2-0 num lance em que Helton podia ter feito um pouco melhor. O golo premiava a grande atitude do Benfica, e um enorme jogo colectivo em que todos os jogadores sabiam o que estavam a fazer em campo. Até ao final da 1ª parte, destaque para mais um lance de Varela (o melhor do Porto), que passou com alguma facilidade por César Peixoto, mas depois rematou de forma muito desastrada quando tinha apenas Júlio César pela frente. A 1ª parte terminava com a vantagem de 2-0 para o Benfica. A vantagem era justa porque foi sempre a melhor equipa, a mais inteligente e que soube aproveitar muito bem os erros do adversário. Quero destacar também a boa arbitragem de Paulo Batista, que soube muito bem ver os “mergulhos” dos jogadores do Porto, principalmente Hulk e James. Este último com apenas 19 anos já parece ter algum jeito para aquilo.

Para a 2ª parte, o treinador do Porto fez entrar Rodriguez por vez de James. Com o início de jogo, deu para perceber que Villas-Boas tentou tirar Hulk da posição 9 e colocar o uruguaio a ponta-de-lança. Esperava-se uma entrada muito forte do Porto, para tentar anular um resultado muito negativo e que abria grandes perspectivas ao Benfica para a 2ª mão. Puro engano. O Benfica voltou a entrar a controlar todas as operações.

Aos 59’, aconteceu o lance que podia ter marcado o jogo. Fábio Coentrão perde a bola no meio campo portista e derruba Sapunaru. O árbitro assinalou falta e mostrou o 2º cartão amarelo e respectivo vermelho. Foi uma decisão que não me chocou, como também não me chocava se não levasse o cartão, visto estar ainda no meio campo do adversário. A jogar com menos um, a alteração era fácil de perceber. Recuar César Peixoto para a sua posição natural e Saviola aparecia pouco mais à frente de Javi Garcia, impedindo as subidas de Moutinho e Fernando. O Benfica jogava em 4-1-3-1, com o miolo bem povoado e Cardozo sozinho lá na frente. Previa-se um sufoco do Porto, à procura de um golo que pudesse atenuar a vantagem benfiquista. Por incrível que pareça, a expulsão de Fábio Coentrão não alterou em nada a tendência do jogo. O Porto tinha mais posse de bola, mas tentava entrar na defesa do Benfica invariavelmente pelo meio. Como tinha o meio-campo bem preenchido, esta estratégia do Porto favorecia claramente o Benfica e das raras vezes que usava os flancos, os laterais benfiquistas faziam muito bem o seu trabalho. Aos 81’ chega a única oportunidade de golo da 2ª parte e curiosamente para o Benfica. Um grande jogada de Cardozo que tira dois adversários da frente, serve Gaitán e este volta a colocar no paraguaio que com um remate mais em jeito do que em força, permitiu a Helton fazer a defesa da noite. Se Tacuara tem rematado em força como tanto gosta, muito provavelmente o Benfica teria a eliminatória resolvida.

O apito final chegou e com isso a vitória benfiquista. Foi uma vitória justíssima do Benfica, contra uma equipa que mesmo a jogar com mais um jogador nunca conseguiu incomodar verdadeiramente o guarda-redes Júlio César.

O Benfica tem a eliminatória muito bem encaminhada, mas não pode relaxar, nem pensar que já são favas contadas (como fez o rival) na 2ª mão sob pena de sofrer um dissabor. Basta entrar com a mesma atitude e com a mesma garra e ida ao Jamor está garantida.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Pimba!

O Porto perdeu, mereceu perder e se não achasse que ia comprometer o resto da temporada, gostava que tivessem levado mais.

O Jesus conseguiu motivar os jogadores do Benfica, o Villas-Boas conseguiu transmitir à equipa uma sensação de superioridade total sobre o Benfica.

Porto entra sem 3 titulares, Otamendi, Falcao e defesa esquerdo (fucile, alvaro ou rafa).

Vou escrever em maiúsculas para ver se o Villas-Boas percebe.

O PROBLEMA DO PORTO ESTÁ NOS CENTRAIS E GUARDA-REDES.

Nunca nutri grande simpatia pelo Helton, mas não temos melhor.

Ora vamos lá ver os golos...

Primeiro, passe longo e mal feito de quem? Rolando. Bola recuperada por Coentrão, passe de Saviola e o defesa central e o guarda-redes não se entendem, quem são? Maicon e Helton.

Segundo, entrada de Coentrão, protecção do defesa central (Maicon) que não é eficaz, a defesa é trapalhona, sobra para Javi Garcia que do meio da rua, em jeito remata e faz golo. PERÚ do guarda-redes, quem? Helton.

Relativamente ao ataque, Hulk no meio, James e Varela nas alas. Não funciona contra boas defesas.

Meio-campo não existiu e a defesa esteve muito mal.

Não tenho muito mais a dizer, foi uma lição.




segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tranquilo

O Benfica apurou-se para as meias-finais da Taça da Liga, depois de bater o Desportivo das Aves por 4-0. Foi um jogo sem grandes sobressaltos para a equipa do Benfica, que aproveitou para rodar os jogadores, já a pensar no encontro de quarta-feira contra o Porto.

O Benfica entrou bem no jogo e logo aos 2’ podia ter chegado à vantagem. Uma boa jogada de Kardec pelo lado direito, permitiu a Jara criar o primeiro lance de perigo.

Aos 7’ de jogo, Pedro Pereira coloca a bola dentro da baliza do Benfica, mas o lance foi invalidado por fora-de-jogo. A repetição mostra que o jogador estava em posição legal.

A partida foi sempre jogada num ritmo baixo, muito por culpa do Benfica que como melhor equipa que é, nunca quis acelerar muito o ritmo de jogo. Porém, aos 35’ um cruzamento muito largo do estreante Fernandez, para a cabeça de Javi Garcia, permitiu ao Benfica adiantar-se no marcador. O Benfica estava justamente na frente do marcador, mesmo sem estar a fazer uma grande partida.

A 2ª parte começou como tinha acabado a 1ª. Jogo com pouca velocidade e com poucos motivos de interesse. Aos 57’, Jorge Jesus substituiu Fernandez por Sálvio e o jogo mudou para melhor. O Benfica aumentou a intensidade e a velocidade e os lances de perigo apareciam com mais frequência. Aos 69’, numa boa arrancada de Sálvio pelo lado direito, o argentino cruza para área e com alguma felicidade a bola sobra para Jara que faz o 2-0, matando o jogo. A partir daí, foi um passeio para o Benfica ficando apenas a dúvida, quantos golos iria marcar. Aos 76’ e depois de já ter entrado em campo, o capitão do Benfica faz o 3-0. Nuno Gomes aproveita um passe de Felipe Menezes e sem dificuldade bate o GR do Aves. Até ao fim do jogo, destaque para mais um golo do Benfica, num grande remate de fora de área de Felipe Menezes, não dando hipóteses ao GR contrário.

Destaque muito positivo para a estreia de Jardel com a camisola do Benfica. O defesa central esteve muito bem, mostrando a Jorge Jesus que pode substituir muito bem David Luiz, caso este saia. Fernandez esteve bem mais discreto que o brasileiro, mostrando que precisa de trabalhar um pouco mais para poder jogar em partidas mais exigentes. Em alta esteve também Nuno Gomes, a mostrar que está bem vivo e que pode ser útil ao Benfica. Jara foi talvez o melhor homem em campo.

Nas meias-finais, tal como na Taça de Portugal, calhou ao Benfica a equipa mais complicada em prova. O jogo é na Luz contra o Sporting e como detentores do troféu, não nos resta outra hipótese que não seja a vitória.


Venha o Porto!


Num jogo de futebol muito intenso, o Benfica venceu o Rio Ave por 2-0 e apurou-se para a meia-final da Taça de Portugal.

O jogo começou com uma intensidade muito alta, com as duas equipas a mostrarem que queria estar na próxima fase da competição.

Aos 9’, o árbitro da partida assinala penalty na área do Benfica por suposto empurrão de Fábio Coentrão nas costas de João Tomás. Foi o primeiro de 4 penalties assinalados durante o jogo. As repetições mostram, no entanto, que João Tomás aproveita-se muito bem do defesa do Benfica e consegue enganar o árbitro. Na marcação do penalty, João Tomás permite a defesa de Júlio César. Este lance deu uma injecção de moral ao Benfica, conseguindo trocar mais a bola, embora não tendo o controlo total da partida. Aos 36’, novo penalty assinalado pelo árbitro, desta vez a favor do Benfica, por suposta mão de Ricardo Chaves. Novamente, parece mal assinalado. Não querendo ficar atrás do colega contrário, Cardozo bate mal a penalidade e permite a defesa de Mário Felgueiras. Tacuara bateu em jeito e sempre que muda o jeito de marcar, as coisas saem para o torto. Como não há duas sem três, aos 43’ o árbitro assinala novo penalty a favorecer o Benfica. Neste caso, o empurrão de Zé Gomes a Saviola é claro e o juiz de partida apitou bem. Desta vez, Cardozo bateu em força e não deu hipóteses ao GR contrário. Estava feito o primeiro golo em Vila do Conde e foi assim que se chegou ao intervalo. A 1ª parte foi muito intensa, com 3 penalties, um ritmo intenso mas sem grandes oportunidades de golo. Curiosamente, o Benfica teve mais penalties assinalados em 45’, que no resto do campeonato onde só tem um penalty em Aveiro.

A 2ª parte começa novamente com um ritmo intenso, mas com o Rio Ave a pressionar bem menos do que fizera na 1ª parte. O Benfica tinha o controlo do jogo e era a equipa que mais atacava. Aos 72’, é assinalada a 4ª penalidade do jogo e a 3ª a favorecer o Benfica. Dois Cardozo remata à baliza e a bola é cortada com o braço pelo defesa do Rio Ave. Penalty claro. David Luiz, como que em jeito de despedida é chamado para marcar a penalidade. Meio displicente, atira a bola muito por cima, não aproveitando uma grande oportunidade para matar o jogo. O 23 do Benfica também não merecia aquele desfecho do lance visto que estava a fazer uma grande exibição. O jogo estava mais próximo do 2-0 do que propriamente do 1-1 e no minuto a seguir ao falhanço de David Luiz, Saviola atira ao poste depois de uma grande jogada de Aimar (grande exibição). Aos 81’, Bruno Gama tem a grande oportunidade do Rio Ave durante a 2ª parte. Do lado direito da grande área, o médio vila-condense remata forte cruzado e permite mais uma boa defesa do GR benfiquista. O Benfica tinha mais bola, mas o Rio Ave mostrou naquele lance que podia empatar a qualquer momento e levar o jogo para prolongamento. Aos 87’, o Benfica matou o jogo. Cardozo, numa boa jogada de contra ataque, rematou à baliza, a bola bate em Tarantini e trai Mário Felgueiras. Estava feito o 2-0 e a partir daí o Rio Ave entregou o resto do jogo ao Benfica. Foi um bom jogo que se assistiu, típico de taça de Portugal, com oportunidades de golo e 4 penalties!

Nas meias-finais o Benfica vai defrontar o grande rival nesta temporada, procurando rectificar o humilhante resultado do jogo da Liga.



Sofrimento desnecessário


O Benfica venceu o Nacional da Madeira por 4-2 e manteve os 8 de pontos de distância para o Porto que tinha derrotado o Beira-Mar por 1-0, duas horas antes do jogo da Luz.

Foi um grande jogo que se assistiu no Estádio da Luz, com o Nacional a dar uma boa réplica na parte final do jogo, depois de estar a perder por 3-0.

A partida começou com o Nacional a trocar bem a bola. O Benfica ainda não tinha entrado no jogo e Roberto já fazia uma grande defesa a remate de Diego Barcellos, aos 4’. Não se pode dizer que tenha sido contra a corrente de jogo, mas sem prever, o Benfica chega ao golo por Gaitán. A jogada começa com uma arrancada de Sálvio pelo lado direito que é derrubado pelo defesa do Nacional, o árbitro nada assinala (?) e a bola sobra para Saviola que remata para uma defesa de Bracalli, mas na recarga, Gaitán faz o 1-0. O golo mudou o jogo, trazendo mais tranquilidade ao Benfica. O Benfica conseguiu trocar mais a bola e chegou ao 2-0 na sequência de um canto marcado por Aimar. O argentino cruzou e Sidnei respondeu com um forte cabeceamento, ficando no entanto a ideia que Bracalli poderia ter feito um pouco mais. Este golo acentuou a quebra dos madeirenses. O Benfica aproveitou essa quebra e por 3 vezes podia ter praticamente decidido o jogo com grandes oportunidades para fazer o 3-0.

A 2ª parte praticamente começou com o 3º golo do Benfica. Em novo pontapé de campo, Saviola vai buscar uma bola praticamente perdida e Luisão com um grande pormenor, desmarca Cardozo para este fazer o 3-0. O Benfica conseguia o golo da tranquilidade e toda a gente pensava que o resultado não iria ficar por aqui a favor do Benfica. Puro engano. Depois das substituições de Aimar e Cardozo por Carlos Martins e Jara, respectivamente, o Benfica deixou de pressionar e de conseguir trocar a bola decentemente. O Nacional nunca deixou de lutar e com isso chegou ao 3-1, aos 76’ por Luiz Alberto. O jogo estava mais aberto, mas a diferença de 2 golos ainda dava alguma tranquilidade ao Benfica. Logo a seguir chegou o momento do jogo. Uma grande desmarcação de Anselmo, provocou a defesa da noite a Roberto, quando toda a gente já pensava no 3-2. Este lance aos 80’, iria provocar mais intranquilidade ao Benfica, faltando ainda bastante tempo para o final. O 2º golo do Nacional acabaria por chegar, no entanto. Um grande cruzamento de Tomasevic pela esquerda, a bola é mal cabeceada por Anselmo, mas esta sobra para Mihelic que bate com facilidade Roberto. O Nacional chegou à desvantagem mínima com 5’ para jogar mais os descontos. O curioso, é que os madeirenses deixaram de jogar a partir do seu golo e o Benfica aproveitou para aumentar o resultado. Um grande trabalho de Saviola pela esquerda, que fintou o defesa contrário e de seguida cruzou para a cabeça de Jara, para este matar o jogo. Estava encontrado o vencedor. Até ao final da partida, nada a assinalar.

Quando as equipas já se deslocavam para os balneários, houve um desentendimento entre Luiz Alberto e Jara, alastrando-se para outros intervenientes. Nas imagens televisivas, vê-se Jorge Jesus a empurrar o jogador madeirense e a dar um suposto estalo (não dá para perceber muito bem) a Luiz Alberto. Foi um acto irreflectido do treinador do Benfica e que provavelmente irá custar alguns jogos na bancada. Vamos ver o que se vai passar.